terça-feira, 25 de novembro de 2008

Considerações Gerais de software livre

Todo mundo já deve ter ouvido falar de Linux, quem não conhece o
sistema desenvolvido sob o modelo Open Source ?

Ele é um software de utilização livre, para quem quiser. E todos podem contribuir com ele, seja no seu desenvolvimento, seja na correção de erros, seja na documentação, desde que a condição de liberdade seja mantida.

Este paradigma revolucionou a maneira com que softwares são desenvolvidos, baixou os custos de desenvolvimento e aumentou a agilidade, resultando em softwares de excelente qualidade e em constante evolução desafiando até mesmo gigantes como a Microsoft chegando e muitos aspectos superar - lá.

O Linux demonstrou até aonde pode chegar um sistema operacional completo, de qualidade superior aos disponíveis no mercado.

Mas como o Linux ele é apenas um exemplo da grandiosidade do open source, hoje diversas ferramentas na internet são open source e não poderíamos manter a integridade e estabilidade do sistema sem elas pois produzem uma qualidade estabilidade segurança e facilidades sem igual, exemplos são

• Apache, o servidor Web mais utilizado no mundo
• Sendmail, o servidor de e-mail mais robusto e seguro
• BIND, servidor de DNS responsável pela quase totalidade dos servidores de nomes da Internet
• jBoss, servidor de aplicações compatível com J2EE
• PostgreSQL, servidor de base de dados SQL
• gcc, o melhor compilador “C” que existe

Neles se sustentam os pilares e servidores da internet, sendo que nossas contas, senhas, e-mails, sites, informações sigilosas, projetos, segredos militares e de estado repousa sobre sua garantia de impecabilidade.

Sempre vendo sendo atualizado e aperfeiçoado e monitorados, os softwares livres são sempre alvo de grandes ataques pois uma de suas características são o código fonte (aberto) que fica a disposição de quem tiver vontade de modificar estudar até esmiuçar e testar ataques que os deixe vulneráveis.

Como diversas vezes os ataques a esse tipo de servidores não sai barato, são desastres e prejuízos catastróficos e bilionários.

O Software livre tem em seus princípios trazer o aperfeiçoamento do sistema, podendo todos ajudar de alguma forma, com a implantação dele, possibilitou a inclusão digital em diversos países, pois pelo fato de ser livre também é gratuito, ao contrario de rivais como a Microsoft que só faz softwares e sistemas operacionais privados e caros o Linux abrange com a mesma fidelidade em qualidade porem não em facilidade embora venha mudando constantemente com sistemas mais fáceis e adaptados, mais um de seus exemplos foi a queda da pirataria, pelo fato de ter programas com a mesma qualidade ou melhor, muitas pessoas resolveu migrar para “universo” livre, hoje em dia nos temos a opção de qual caminha trilhar

Algumas características que devem ser garantidas:

Distribuição livre: A licença não deve restringir de nenhuma maneira a venda ou distribuição do programa gratuitamente, como componente de outro programa ou não.

Código fonte: O programa deve incluir seu código fonte e deve permitir a sua distribuição também na forma compilada. Se o programa não for distribuído com seu código fonte, deve haver algum meio de se obter o mesmo seja via rede ou com custo apenas de reprodução. O código deve ser legível e inteligível para qualquer programador.

No Brasil o Linux se tornou muito bem vindo, pois como em todo outro lugar o Linux rapidamente se adaptou pelas facilidades e opções, diversas plataformas estão a escolha, basta baixar via download ou torrent instalar e começar a usar, assim como em qualquer outro lugar caio no gosto do Brasileiro e logo se tornou um vicio no mundo undergroud.

Eu posso falar, pois sou usuário do Linux Slackware a 4 anos, e fiquei espantando quando resolvi migrar do Windows para Linux, a velocidade a estabilidade a segurança e complexidade são muito superiores, eu confesso que não deixo de usar o meu velho e bom Windows Vista Ultimate SP1 x64
mas também não troco o meu Linux Slackware 12 por nada, eu mesmo customizo o meu sistema eu mesmo faço as minhas regras firewares e servidores.

“Viva a liberdade, meu nome é Linus, e eu sou seu Deus”
Linus Torvalds

SOFTWARE LIVRE NO BRASIL...

INCLUSÃO DIGITAL, SOFTWARE LIVRE E GLOBALIZAÇÃO CONTRA-HEGEMÔNICA.

Este texto pretende relacionar a política de inclusão digital e o movimento de software livre como um nexo fundamental da malha de iniciativas pelo desenvolvimento sustentável do país, de combate à pobreza e de globalização contra-hegemônica. Primeiro, serão apresentadas alguns dos principais elementos constitutivos de uma política de combate à exclusão digital. Em seguida, será discutida a questão do software livre e suas implicações econômicas, sociais, políticas e ideológicas. Por fim, a conclusão buscará demonstrar que as medidas de universalização do acesso e uso intensivo de tecnologia da informação contra a miséria não devem ser adotadas em descompasso com as políticas tecnológicas e de autonomia coletiva dos segmentos socialmente excluídos, sob pena de tornar as políticas de inclusão em mais uma forma de expansão dos mercados e de consolidação de monopólios informacionais.


Sem dúvida, nesta introdução será necessário tratar um conjunto preliminar de questões, tais como, a utilidade, precisão e as prováveis finalidades do conceito de exclusão digital, a emergência da denominada sociedade informacional e o uso das tecnologias da informação na consolidação da globalização hegemônica e da ampliação das desigualdades no planeta.


Afinal, em um país com 11,4 % de analfabetos entre as pessoas acima de 10 anos de idade e com 50.7% da população recebendo até 2 salários mínimos1, qual o sentido de se falar em exclusão digital? A exclusão digital não seria uma mera decorrência da exclusão social? Seu enfrentamento não seria conseqüência da melhoria de condições de vida e renda da sociedade? Em outras palavras, até que ponto o combate a esta exclusão seria importante diante de tantas carências?


Para responder tais indagações é indispensável decidir do que estamos falando quando empregamos o termo exclusão digital. Uma definição mínima passa pelo acesso ao computador e aos conhecimentos básicos para utilizá-lo. Atualmente, começa a existir um consenso que amplia a noção de exclusão digital e a vincula ao acesso à rede mundial de computadores. A idéia corrente é que um computador desconectado tem uma utilidade extremamente restrita na era da informação, acaba sendo utilizado quase como uma mera máquina de escrever. Existem inúmeras outras definições, mas nesta introdução o termo em questão será considerado como a exclusão do acesso à Internet. Portanto, a inclusão digital dependeria de alguns elementos, tais como, o computador, o telefone, o provimento de acesso e a formação básica em softwares aplicativos.


A partir desta definição precária, mas fundamental, quem seriam os excluídos digitais do Brasil? Estaríamos mais incluídos que os nossos vizinhos pobres da América Latina? Os dados sobre a universalização do acesso à Internet ainda são bastante incipientes e as projeções são discutíveis, variadas e por vezes conflitantes. Incluir a questão do acesso à rede mundial de computadores no Censo e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios é uma medida estratégica para conhecer corretamente o fenômeno e sua evolução.




Posição dos Países por Número de Hosts
(fonte: Network Wizards 2002)


País

Julho/02

Jan/02

Class. Jan/02

Estados Unidos*

113.574.290

106.182.291

Japão (.jp)

8.713.920

7.118.333

Canadá (.ca)

3.129.884

2.890.273

Itália (.it)

2.958.899

2.282.457

Alemanha (.de)

2.923.327

2.681.325

Reino Unido (.uk)

2.508.151

2.462.915

Austrália (.au)

2.496.683

2.288.584

Holanda (.nl)

2.150.379

1.983.102

França (.fr)

2.052.770

1.670.694

10º

10º

Brasil (.br)

1.988.321

1.644.575

11º


Segundo o IBGE, Censo 2000, apenas 10.6 % dos domicílios possuem computador em um contexto em que menos de 40 % deles possuem telefone fixo. De acordo com um levantamento feito pela Network Wizards, o Brasil possuir o maior número de hosts2 de Internet da América Latina, sendo o 10º do mundo. Por outro lado, em termos relativos, temos menos usuários de telefone que nossos vizinhos Argentina e Uruguai e um número relativo menos usuários individuais de Internet que Chile, Argentina e Peru.

Brasília será sede do I Fórum de Software Livre do COMAER

Militares e civis discutem tecnologia livre, nos dias 26 e 27 de novembro, durante o I Fórum de Software Livre do COMAER, organizado pelo Comando da Aeronáutica.

O objetivo é promover intensos debates sobre tecnologia da informação, com foco na implantação e migração para Software Livre.

O evento será realizado no edifício anexo da Aeronáutica, Ministério da Defesa - Esplanada dos Ministérios, terá programação diversificada e apoio de vários órgãos do governo estadual e federal, que juntos se propõem analisar os avanços das tecnologias livres e as vantagens do uso e disseminação desse novo modelo.

A organização do Fórum disponibilizou 100 vagas para membros do CISL. É importante ressaltar que o convite se estende a pessoas que não sejam formalmente designadas como representante das instituições no Comitê Técnico. Os interessados devem enviar o pedido de solicitação de inscrição para o endereço eletrônico: cisl@serpro.gov.br, com as seguintes infomações: nome completo e órgão de origem.

O QUE É SOFTWARE LIVRE?

Software livre, segundo a definição criada pela Free Software Foundation é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição. A liberdade de tais diretrizes é central ao conceito, o qual se opõe ao conceito de software proprietário, mas não ao software que é vendido almejando lucro (software comercial). A maneira usual de distribuição de software livre é anexar a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do programa disponível.

Definição

Um software é considerado como livre quando atende aos quatro tipos de liberdade para os usuários do software definidas pela Free Software Foundation:

* A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0);
* A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
* A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2);
* A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

A liberdade de executar o programa significa a liberdade para qualquer tipo de pessoa física ou jurídica utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário atender a alguma restrição imposta pelo fornecedor.

A liberdade de redistribuir deve incluir a possibilidade de se repassar os códigos-fonte bem como, quando possível, os arquivos binários gerados da compilação desses códigos, seja em sua versão original ou modificada. Não é necessária a autorização do autor ou do distribuidor do software para que ele possa ser redistribuído, já que as licenças de software livre assim o permitem.

Para que seja possível estudar ou modificar o software (para uso particular ou para distribuir) é necessário ter acesso ao código-fonte. Por isso a disponibilidade desses arquivos é pré-requisito para a liberdade do software. Cada licença determina como será feito o fornecimento do fonte para distribuições típicas, como é o caso de distribuições em mídia portátil somente com os códigos binários já finalizados (sem o fonte). No caso da licença GPL, a fonte deve ser disponibilizada em local de onde possa ser acessado, ou deve ser entregue ao usuário, se solicitado, sem custos adicionais (exceto transporte e mídia).

Para que essas liberdades sejam reais, elas devem ser irrevogáveis. Caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, o software não é livre.

Tais liberdades não fazem referência aos custos envolvidos. É possível que um software-livre não seja gratuito. Quando gratuito, empresas podem explorá-lo comercialmente através do serviço envolvido (principalmente suporte).

A maioria dos softwares livres é licenciada através de uma licença de software livre, como a GNU GPL, a mais conhecida.

Venda de Software Livre

As licenças de software livre permitem que eles sejam vendidos, mas estes em sua grande maioria estão disponíveis gratuitamente.

Uma vez que o comprador do software livre tem direito as quatro liberdades listadas, este poderia redistribuir este software gratuitamente ou por um preço menor que aquele que foi pago.

Como exemplo poderíamos citar o Red Hat Enterprise Linux que é comercializado pela Red Hat, a partir dele foram criados diversos clones como o CentOS que pode ser baixado gratuitamente.

Muitas empresas optam então por distribuir o mesmo produto sobre duas ou mais licenças, geralmente uma sobre uma licença copyleft e gratuita como a GPL e outra sobre uma licença proprietária e paga.